Corpo de Bombeiros ‘não se opõe’ e, assim, ‘maior espetáculo da Terra’ está liberado e garantido no sambódromo do Rio: escolas vão desfilar!

Após realizar inspeção no local, o Corpo de Bombeiros informou que “não se opõe à realização” do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, que começa às 22h30 desta sexta-feira, 1º. A vistoria, que durou aproximadamente três horas, foi feita a pedido do Ministério Público e tinha por objetivo principal checar a segurança contra incêndio do Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Mesmo com a autorização dos bombeiros, o evento ainda não está totalmente garantido. Isso porque a Justiça também exige a assinatura de um termo de compromisso por parte da Riotur e da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). Na quinta-feira, 28, o Ministério Público havia pedido a interdição do sambódromo.

Ministério Público pede interdição do Sambódromo do Rio

 Policiais militares em frente a um dos acessos da Marquês de Sapucaí  Foto: WILTON JUNIOR / ESTADÃO

Em nota, os bombeiros afirmaram que entregarão um laudo técnico às autoridades do Judiciário, mas adiantaram que há algumas pendências de documentação por parte do responsável legal da Sapucaí, como anotações de responsabilidade técnica de instalações elétricas e estrutura (pareceres de engenharia e arquitetura).

Os bombeiros informaram ainda que, em março de 2018, notificaram a Riotur para a legalização do espaço no que diz respeito à adoção de medidas de segurança contra incêndio e pânico. “Durante os dias de desfiles, o Corpo de Bombeiros estará presente no local com cerca de 200 militares, além de viaturas de atendimento pré-hospitalar e de combate a incêndio, como parte da tradicional Operação Carnaval da instituição para reforçar a segurança no local”, concluíram.

Ministério Público pede interdição do Sambódromo do Rio

Rachadura na arquibancada da Marquês de Sapucaí Foto: Wilton Júnior/Estadão

O MP havia argumentado que a estrutura, construída no meio dos anos 1980, representa risco à vida e à integridade física de espectadores e integrantes das agremiações que passarão por lá a partir desta sexta-feira. Há arquibancadas com vãos nas estruturas, buracos e vergalhões expostos, como constatou na quinta-feira, 28, o Estado. A ação se baseia em inquérito aberto após o grande incêndio que destruiu diversos barracões das escolas em 2011, na Cidade do Samba, na zona portuária. É ali que as principais escolas preparam os seus desfiles.