Vazamento de devassa da Receita sobre Gilmar Mendes faz STF entrar na linha de tiro

Durante a campanha presidencial, ficou famosa a frase de um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, segundo a qual para fechar o Supremo Tribunal Federal bastaria enfiar um cabo e um soldado num jipe e mandá-los até a Esplanada dos Ministérios. Ninguém iria defender a instituição, calculou ele.

Agora, com o vazamento da devassa da Receita Federal sobre a vida financeira do ministro Gilmar Mendes e de sua mulher Guiomar, parece que alguém deu a partida no motor.

Segundo o jornalista José Roberto Guzzo, em mensagem disparada em suas redes sociais na véspera da notícia do vazamento, na seção Radar, da revista Veja, movimento sincronizados pelo impeachment de juízes da Corte estão em curso. Guzzo citou “Toffolis, Gilmares e Lewandowskis” para se referir, na prática, a toda Corte. Em tempo: o colunista foi durante quase duas décadas, entre 1980 e 2000, diretor de redação de Veja.

Fato é que o vazamento da devassa é, sim, um tiro na direção do STF – e o que pode vir em seguida ninguém sabe. Mais do que ter o motor ligado, o Jipe já pode estar em movimento.