Ausência de militares na reforma da Previdência dá pretexto para líderes criarem dificuldades

BR: A não inclusão da classe militar no projeto de reforma da Previdência, entregue nesta quarta-feira 20 pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso, pode acarretar mais dificuldades para a sua aprovação. Um dos líderes do bloco Centrão, que abriga mais de cem deputados na Câmara, de diferentes partidos, demonstrou o nível da oposição que poderá ser enfrentado pelo governo.

“Tenho a convicção de que, sem uma reforma que alcance também os militares, o texto apresentado não deveria sequer tramitar”, disse o presidente do PP, Ciro Nogueira.

“A ausência dos militares é um sinal ruim para a sociedade e pode dificultar o andamento da proposta entre os deputados”, ecoou o líder do PRB, Marcos Pereira. O partido tem 30 deputados federais.

Parece claro que a opinião foi expressada pelas duas raposas do centrão é maneira de pressionar o governo a negociar cargos ou emendas orçamentárias com seus partidos, mas, à medida em que a gestão Bolsonaro prega a não conciliação com esse tipo de interesse, a previsão é sim de mais problemas do que se imaginava inicialmente.

Pelo DEM, que ocupa três ministérios e tem o presidente da Casa, Rodrigo Maia, o líder na Câmara, o líder Elmar Nascimento não foi tão complacente como se poderia esperar do representante de uma agremiação bem aquinhoada na administração federal.

“É uma reforma difícil, apesar de necessária, mas que chega ao Congresso no momento em que o governo está desarticulado. Está faltando diálogo”, pontuou.

Nascimento deixou claro que seu partido quer mais posições na máquina pública para ser mais dócil.

“Entendemos que não é hora de gerar crise, mas depende do governo se organizar e dar sinais do que defende”, afirmou. Para bom entendedor…