Austin Rating: com 1,1% em 2018, crescimento do PIB fica em 40º lugar entre 42 países; Itália e Japão fecham a fila

O PIB brasileiro em 2018 ocupa o 40º lugar dentro do ranking com 42 países, elaborado pela agência de classificação de risco Austing Rating. A lista leva em conta os resultados das maiores economias do mundo.

“O PIB veio dentro do esperado, e se chegasse a 1,5% o mercado até faria uma festa”, disse o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. “Com esse resultado, até mesmo do ponto de vista estatístico podemos esperar um crescimento de 3% para este ano”, completou.

A comparação leva em conta o crescimento de 1,1% da economia no acumulado de 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Esse resultado está acima do registrado apenas na Itália (0,8%) e no Japão (0,7%).

O crescimento da economia do Brasil está abaixo do registrado em outras economias como Peru (4%), México (2%) e Nigéria (1,9%).

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Decepção esperada
O desempenho da economia brasileira no ano foi decepcionante diante das expectativas iniciais, repetindo o avanço registrado em 2017, quando o PIB também avançou 1,1%, mas veio dentro do esperado por boa parte do mercado. Os analistas foram revisando seguidamente para baixo as previsões para o PIB, em meio aos impactos da greve dos caminhoneiros, incertezas políticas e eleitorais, e piora do cenário internacional.

Confira os principais destaques do PIB em 2018: Serviços: 1,3%
Indústria: 0,6% (1ª alta após 4 anos de quedas)
Agropecuária: 0,1%
Consumo das famílias: 1,9% (2ª alta anual seguida acima do PIB do país)
Consumo do governo: 0
Investimentos: 4,1% (1ª alta após 3 anos de quedas)
Construção civil: -2,5% (5ª queda anual seguida)
Exportação: 4,1%
Importação: 8,5%