Dentro de quartel, Bolsonaro radicaliza e fala em armar popular para evitar golpe de estado

BR: O presidente Jair Bolsonaro avançou ontem, em Santa Maria, em sua rota de colisão com o Congresso e, assim, provocar uma crise institucional maior do que a existente.

“Precisamos, mais que um parlamento, do povo ao nosso lado para que possamos impor uma política que reflita em paz e alegria para todos nós”, disse Bolsonaro, cercado por simpatizantes, na mesma cidade gaúcha em que, 26 anos atrás, foi considerado ‘persona non grata’ pela Câmara dos Vereadores. Bolsonaro havia defendido o fechamento do Congresso.

Em seguida, dentro do quartel de Santa Maria, Bolsonaro defendeu seu decreto de armas, agora politizando a questão:

“Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual para o nosso povo, para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de forma absoluta. Temos exemplo na America Latina. Não queremos repeti-lo. Confiando no povo, confiando nas Forças Armadas, esse mal cada vez mais se afasta de nós”, disse ele.

Se dizer que o Parlamento é menos importante e falar dentro de um quartel que é importante armar individualmente a população não é articulação de golpe, o que seria?