Veja: apoiador de 1ª hora, Maroni, do Bahamas, diz que Bolsonaro “está indo longe demais” ao tirar F-1 de São Paulo

BR: Dono da boate Bahamas, frequentada por garotas de programa, o empresário Oscar Maroni falou à edição on-line da revista Veja sobre o plano do presidente Jair Bolsonaro de transferir o GP Brasil de Fórmula 1 de São Paulo para o Rio de Janeiro. Apoiador de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro, agora Maroni diz que ele está indo “longe demais” com essa ideia.

VEJA:

Segundo levantamento da SPTuris, o GP do Brasil de 2018 teve um impacto econômico de 334 milhões de reais, maior que outros grandes eventos na cidade (220 milhões do Carnaval e da Virada Cultural e 180 milhões de reais do Revéillon). Na entrevista abaixo, Oscar Maroni revelou que o faturamento do Bahamas cresce em até 60% durante o fim de semana de automobilismo e não poupou críticas ao Rio de Janeiro e a seu prefeito, Marcelo Crivella.

O senhor acredita que a Fórmula 1 pode deixar São Paulo depois de mais de trinta anos? Com certeza não, porque, como diz uma piada que se espalhou pelas redes sociais, no Rio de Janeiro não tem Bahamas, Café Photo, Bomboa  nem Scandallo, e o turista não vem aqui só para ver a Fórmula 1, mas, principalmente, para transar.

Qual o impacto do GP do Brasil em seus negócios? Tenho 45 anos de noite e o Bahamas há 39 anos. A cada dois anos, acontece simultaneamente o GP do Brasil e o Salão do Automóvel, e nestes casos o meu faturamento aumenta de 50 a 60%. Isso é um termômetro do quanto de dinheiro a F1 movimenta na cidade em hotéis, bares, restaurantes, casas noturnas, lojas, táxis, etc. ed0 L