XP/Ipespe: rejeição a Bolsonaro segue em crescimento desde outubro de 2020; 54% agora consideram governo ‘ruim/péssimo’

A rodada de agosto da pesquisa XP/Ipespe
mostra continuidade na tendência de
crescimento das avaliações negativas do
governo Jair Bolsonaro.
No levantamento atual são 54% os que dizem
considerar o governo ruim ou péssimo contra
52% no mês passado. O crescimento na rejeição
é constante desde outubro de 2020, quando
31% diziam considerar a gestão ruim ou
péssima.
Na outra ponta, os que veem o governo como
bom ou ótimo somam 23%, 2 pontos a menos
que na pesquisa de julho. Os dois números são
os piores para o governo desde o início da série.
A insatisfação vem acompanhada de uma piora
na percepção da direção da economia. O grupo
dos que a veem no caminho errado, que vinha
diminuindo a partir de abril, cresceu 4 pontos
percentuais e chegou a 63%, mesmo patamar
registrado em maio.
Destaques
A visão contrasta com outros indicadores sobre
a situação econômica: a percepção sobre as
chances de manutenção de emprego, por
exemplo, segue em tendência de alta desde
maio. O grupo que vê possibilidade grande
ou muito grande de continuar empregado chega
a 56%.
Foram realizadas 1.000 entrevistas, de
abrangência nacional, de 11 a 14 de agosto. A
margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.
A pesquisa registrou também estabilidade
sobre o sentimento da população em relação à
pandemia: o grupo dos que dizem estar com
muito medo do surto oscilou de 38% para 39% —
esta é a primeira vez desde abril que essa fatia
dos entrevistados não reduz seu tamanho.
No mesmo assunto, a soma das pessoas que já
se vacinaram com as que dizem que vão se
vacinar com certeza atingiu seu maior patamar,
chegando a 96%