Votação da Previdência no plenário da Câmara fica para hoje, em meio a pressões de última hora

Pressões de partidos, governadores, prefeitos e até do presidente Jair Bolsonaro para fazer ajustes de última hora atrapalharam o andamento da reforma da Previdência no plenário da Câmara. O apetite dos deputados por mais verbas também contribuiu para as dificuldades. O plano original do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, era votar o texto ainda ontem, mas a votação ficou para hoje. Ela deve ocorrer após a visita de Bolsonaro à Casa para participar da sessão solene de aniversário da Igreja Universal do Reino de Deus, pela manhã.

Às 22h30 de ontem, o primeiro requerimento da oposição para retirar a reforma da Previdência da pauta foi derrotado por 331 votos a 117. O número foi expressivo, diante da necessidade de 308 votos a favor para aprovar a reforma. Hoje, os parlamentares ainda devem lidar com as manobras regimentais da oposição e votar o texto-base. Ao longo do dia, parlamentares que falaram sob anonimato demonstraram insatisfação com os R$ 2,5 bilhões empenhados nos cinco primeiros dias de julho, já que o valor deseja chegaria a R$ 10 bilhões. No fim da noite, ficou acertado que hoje será editado um projeto de lei do Congresso Nacional (PLN) autorizando a liberação de mais recursos para os partidos. ff