“Você é o maior ladrão deste país”, escrevem filhas a Paulo Preto, do PSDB. “Negocie soltura com o MP”

BR: Num apelo dramático, as filhas do operador do PSDB Paulo Preto, preso pela Operação Lava-Jato, pediram em carta endereçada ao pai que ele “negocie a soltura com o MP”. Priscila, advogada, e Gi, já falecida, defendiam a delação premiada dele, na mensagem enviada em abril, quando o tucano fora preso pela primeria vez. Elas sublinham a pressão sofrida na família e definem o pai como “o maior ladrão deste país”.

Ex-diretor da Dersa (estatal paulista de obras viárias) de 2005 a 2010, nos governos de Geraldo Alckmin (PSDB), Cláudio Lembo (DEM) e José Serra (PSDB), Paulo Preto está preso desde a última terça-feira 19.

Os procuradores querem que ele explique menções a uma “conta ônibus de Bruxelas desaparecida” e depósitos de Greenfield e GVtel, esta última uma empresa em paraíso fiscal pertencente a Rodrigo Tacla Duran, também investigado por operações de lavagem de dinheiro.

A Lava-Jato já identiticou depósitos em quatro contas de Paulo Preto na Suíça feitos pelas empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Os investigadores descobriram ainda que as contas de Paulo Preto tinham 11 cartões de crédito e de viagem e querem saber quem de fato foi beneficiado com eles. Uma das suspeitas é que os cartões tenham ido para a mão de políticos. A Procuradoria da República afirmou ainda que o ex-diretor da Dersa manteve R$ 131 milhões em quatro contas no banco Bordier & CIE, de Genebra, em nome da offshore panamenha Groupe Nantes SA, da qual o operador é beneficiário econômico e controlador. As contas foram abertas em 2007 e mantidas até 2017. o