Brasília - Conselho de Ética rejeita processo contra o deputado Jair Bolsonaro, por elogiar Brilhante Ustra (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Bolsonaro manda ‘beijo’ para deputados, mas provoca Maia: ‘Está abalado por questões pessoais’

BR: Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da Rede Bandeirantes, o presidente Jair Bolsonaro deu um recado de duplo sentido a respeito de retomar o diálogo com os parlamentares em torno da aprovação da reforma da Previdência. Ele mandou “um beijo” aos deputados e disse querer “paz” com o Congresso, mas lançou uma provocação sobre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, cujo sogro, o ex-governador Moreira Franco, foi preso na semana passada pela Operação Lava-Jato e solto posteriormente.

“Maia está abalado com questões pessoais que estão acontecendo na vida dele. Não quero entrar em detalhes. Questões pessoais que passa pelo estado emocional dele no momento”, disse Bolsonaro. “Na volta de Israel agora com toda certeza a gente vai se encontrar. Minha mão está estendida para ele”, afirmou em outro momento da entrevista.

Segundo Bolsonaro, Maia foi infeliz ao criticar o ministro Sergio Moro, dizendo que o juiz era “funcionário” do presidente. O presidente defendeu ainda o filho Carlos Bolsonaro no episódio das postagens em redes sociais que irritaram Rodrigo Maia. “Temos que levar pancada no lombo sim”, opinou Bolsonaro.

Em relação à interlocução com o Congresso, o presidente disse que parlamentares querem ser recebidos por ele, mas que não consegue receber a todos, o que atrapalha o “entendimento”. “Grande parte dos congressistas que falar comigo sobre os mais variados assuntos. E não tenho como atender todo mundo. Agrava num primeiro momento o entendimento”, disse.

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BR: O presidente Jair Bolsonaro aproveitou nesta quarta-feira 27 uma entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da Rede Bandeirantes, para mandar “um beijo” para os deputados federais encarregados de votar a reforma de Previdência. Ele disse querer “paz” com Congresso, após ter dito, nos últimos dias, que não aceitaria dialogar com os parlamentares na base da troca de cargos e benefícios por votos.

Mais cedo, Bolsonaro já havia acenado com a aproximação em reunião com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em Brasília.