‘Véio’ da Havan deve esperar mais um pouco para abrir capital, recomendam bancos; volatilidade do mercado não ajuda planos iniciais

Por recomendação dos bancos coordenadores de sua oferta, a rede varejista Havan, de Luciano Hang, não deve abrir seu capital agora, apurou o Estadão/Broadcast. A volatilidade do mercado está muito maior e a ideia, disse uma fonte, é que a empresa passe mais tempo em reuniões com investidores, para beneficiar o entendimento do negócio.

A empresa começou há cerca de 15 dias as reuniões preliminares com investidores e o preço que vinha sendo testado para a estreia da empresa era de um valor de mercado de R$ 70 bilhões.

Segundo uma fonte, seria importante um período de reuniões mais longo. Até aqui, a projeção inicial é de que a empresa tenha condições de retomar sua oferta ainda no fim do ano.

O prospecto da companhia foi protocolado no Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no fim de agosto. Os recursos captados serão utilizados para os investimentos em expansão de lojas e do centro de distribuição, tecnologia e reforço no capital de giro. A varejista nasceu em Santa Catarina e hoje tem 147 lojas físicas, muitas com a “marca” de terem na fachada uma réplica da Estátua da Liberdade.

No primeiro semestre deste ano, a Havan registrou prejuízo líquido de R$ 127,5 milhões, ante lucro líquido de R$ 193,9 milhões no mesmo intervalo de 2019. A receita líquida de janeiro a junho foi de R$ 3,269 bilhões, frente a R$ 3,630 bilhões no comparativo anual.

São coordenadores da oferta Itaú BBA, XP, BTG Pactual, Morgan Stanley, Bank of America, Bradesco BBI, Santander e Safra.