Vacina privatizada; clínicas e laboratórios negociam compra de 5 milhões de doses para vender a clientes

No último domingo (03), a ABCVAC (Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas) confirmou que está negociando a compra de 5 milhões de doses da vacina para a Covid-19 feita pelo laboratório indiano Bharat Biotech

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O imunizante está na terceira fase dos testes, mas recebeu autorização para uso emergencial na Índia, no sábado (02). Porém, ainda precisa de autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes de ser utilizada no Brasil. 

Os resultados preliminares, no entanto, apontaram que a vacina Covaxin produziu anticorpos contra o Sars-CoV-2 e não provocou efeitos colaterais graves nos voluntários. “Essa deve ser a primeira vacina disponível para o mercado privado brasileiro, por meio de um MOU (Memorandum of Understanding) assinado com a ABCVAC”, afirmou Geraldo Barbosa, presidente da ABCVAC, em comunicado enviado à imprensa.A vacina está na terceira fase de testes e recebeu autorização de uso emergencial na Índia. (Foto: Unsplash)© Jetss A vacina está na terceira fase de testes e recebeu autorização de uso emergencial na Índia. (Foto: Unsplash)

Em declaração, a Anvisa, órgão federal que é responsável pela regulamentação de imunizantes no Brasil, a autorização para uso emergencial de vacinas é temporária e deve priorizar o SUS (Sistema Único de Saúde) e a rede pública. Porém, explicou que não há restrições para que um laboratório formalize um pedido para atender a rede privada. 

“Inicialmente a notícia era de que as clínicas privadas brasileiras não teriam doses disponíveis, porém, com a entrada desse novo player no mercado, tivemos a oportunidade de negociação”, explicou Geraldo Barbosa.

“Estamos muito felizes em ter a chance real de contribuir com o governo na cobertura vacinal, utilizando da saúde suplementar para desafogar os gastos públicos”, completou o presidente da associação no comunicado à imprensa.