‘Um mundo: Juntos em casa’; show global hoje, a partir das 15 horas, deve quebrar recorde mundial da internet; de Paul McCartney aos Rolling Stones, Elton John a Lady Laga; será cada um de sua casa aos olhos da multidão

O produtor musical Jeová Guimarães, 64, viu seu grande ídolo Paul McCartney ao vivo pela primeira vez em 1990, no Rio, quando “Macca” fez sua estreia no Brasil. De lá pra cá, foram mais sete shows em diferentes cidades brasileiras – Belo Horizonte, São Paulo, Vitória, Curitiba, e Rio, de novo – para a conta do beatlemaníaco. Hoje, a partir das 15 horas, ele terá outro encontro com Paul, desta vez de um jeito diferente. 

O autor de “Yesterday”, “Blackbird”, “Helter Skelter” e “Hey Jude”, apenas para citar quatro entre dezenas de preciosidades criadas pelo agora senhor de Liverpool, é uma das atrações do “One World: Together At Home” (“Um Mundo: Juntos em Casa”), que ainda reunirá artistas do calibre de Stevie Wonder, Eddie Vedder, Elton John, Billie Joe Armstrong, do Green Day, Alanis Morissette, a jovem e festejada sensação do pop Billie Eilish e Lady GaGa, que tem atuado como uma espécie de curadora do evento, que nasce de uma parceria entre a Organização Mundial da Saúde (OMS) com a ONG Global Citizen.

O megaevento, além de servir como uma homenagem aos profissionais da saúde que atuam para erradicar o novo coronavírus, vai arrecadar doações para o Fundo de Resposta à Solidariedade, iniciativa da OMS para combater a pandemia de Covid-19, e será transmitido para centenas de países a partir das 15h (horário de Brasília). Cada artista, é claro, vai fazer seu show particular de dentro de sua casa. 

Como em casa também estará Jeová Guimarães à espera de Paul McCartney. “Eu nunca enjoo de escutar Paul e Beatles. A cada vez que assisto, ouço um disco, vejo um vídeo, a música toca para mim de forma diferente”, conta o produtor musical. “Amanhã vou esperar o Paul com prazer, esse cara escreveu a trilha sonora da minha vida”, completa o admirador. 

O “One World: Together At Home” está sendo chamado na internet de “Live Aid do século 21”. Para fazer essa relação, é preciso voltar 35 anos no tempo, mais exatamente a 13 de julho de 1985. Naquele sábado, a biografia do rock mundial ganhou um capítulo que, ainda hoje, repercute pela sua importância histórica. Em uma empreitada até então inédita – e inimaginável –, Bob Geldof, músico e organizador de todo o projeto, conseguiu, com uma ajudinha de vários amigos e amigos de amigos, lotar dois estádios (o de Wembley, em Londres, e o John F. Kennedy, na Filadélfia) em shows simultâneos e transmiti-los para quase dois bilhões de pessoas e com os recursos tecnológicos disponíveis.

Bob Dylan, com a participação luxuosa de Keith Richards e Ron Wood, Led Zeppelin (com Phil Collins na bateria), The Who, Queen, Paul McCartney, David Bowie, Elton John, Tina Turner, Mick Jagger, Keith Richards Elvis Costello, B.B. King, Madonna, Duran Duran, Santana, Crosby, Stills, Nash & Young e dezenas de outros artistas compraram a ideia de Geldof, que tinha como objetivo arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia.