Tudo dominado! Juiz que mandou Lula para Tremembé 2 foi nomeado por quem? Sergio Moro!!

O juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, responsável pelo deferimento da transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, foi nomeado pelo atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

A informação foi dada pela deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, durante entrevista coletiva na Câmara dos Deputados, na tarde desta quarta-feira (7). A reportagem do R7 checou a informação e constatou que, de fato, o juiz foi indicado por Moro.

Leia mais: Presídio que irá receber Lula abriga Nardoni, Gil Rugai e Cravinhos

De acordo com a publicação no Diário Oficial da União do dia 26 de fevereiro de 2019, o ministro Moro anunciou o quadro de magistrados que iam compor o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, com mandado de dois anos. Entre os nomes, está o de Paulo Sorci, qualificado como membro titular.

No final da manhã desta quarta, Sorci especificou em decisão judicial o presídio que ia abrigar o ex-presidente. Segundo o documento, o magistrado “autorizou a remoção do preso para este Estado (São Paulo), onde ficará recolhido na Penitenciária II de Tremembé “Dr. José Augusto César Salgado”. A data da transferência, porém, ainda não foi determinada.

Veja também: Maia: estamos à disposição para que direito de Lula seja garantido

A decisão de Soric é uma resposta, dada no mesmo dia, a deliberação dada pela juíza substituta Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, que autorizou a transferência de Lula a partir de um pedido da PF (Polícia Federal). O órgão afirma que a manutenção da prisão de Lula na capital paranaense gera prejuízo ao interesse público, com o emprego de recursos humanos e financeiros destinados à atividade policial na custódia do ex-presidente.

Lula havia sido condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex no Guarujá (SP). Um ano e três meses depois da condenação, o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) reduziu a pena para 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão.