Trapalhadas do governo já fazem empresas ver retomada do crescimento só no ano que vem

Passado o primeiro trimestre do ano, o setor empresarial abandona a expectativa de viver uma retomada vibrante em seus negócios ainda em 2019, aponta o jornal Folha de S. Paulo em reportagem publicada neste domingo 31. Sedimenta-se a certeza de que o crescimento vai ficar para 2020, principalmente no setor industrial. A avaliação é que nem a aprovação da reforma da Previdência conseguiria mudar o cenário a esta altura.

“Quando acontecem fatos beligerantes entre Executivo e Legislativo, o povo tira o pé do acelerador, para não dizer que botou o pé no freio”, afirma o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins.

“A previsão de investimentos da indústria química do Brasil até 2022 é de US$ 1 bilhão. É o mesmo que você escrever investimento zero”, diz Fernando Figueiredo, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química. “Para ter uma ideia, no mesmo período, a previsão de investimento do setor nos Estados Unidos é de US$ 220 bilhões”, afirma ele. “Se a reforma da Previdência for aprovada até o meio do ano e houver uma recuperação do otimismo, a capacidade ociosa pode começar a diminuir em setembro, mas crescimento mesmo viria apenas em 2020”, afirma o presidente-executivo da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, José Jorge do Nascimento Junior. 0000000