MG - ROMPIMENTO-BARRAGEM-REJEITOS-VALE-BRUMADINHO - GERAL - Bombeiros e voluntários realizam trabalhos de resgate na região atingida pela lama após o rompimento da barragem de rejeitos da mina do Feijão da Vale, situada em Brumadinho (MG), nesta segunda-feira (28). 28/01/2019 - Foto: FERNANDO MORENO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Tragédia de Brumadinho faz maior fundo de pensão da Noruega excluir Vale; fundo soberano do país também pode tirar mineradora de carteira

O maior fundo de pensão da Noruega anunciou ontem que excluiu as ações da Vale de sua carteira de investimentos por causa do rompimento, em janeiro, da barragem em Brumadinho, que deixou 235 mortos e 35 desaparecidos. O KLP afirmou que o acidente “constitui um risco inaceitável” que contribui para “graves violações dos direitos humanos e sérios danos ambientais”. O fundo, que gere ao todo R$ 294 bilhões, vendeu o equivalente a R$ 43,9 milhões em papéis da companhia que detinha em seu portfólio.

O conselho de ética do fundo soberano da Noruega segue analisando a possibilidade de também excluir a Vale de seu portfolio. O chefe do secretariado do conselho de ética do fundo da Noruega, Eli Ane Lund, disse à Bloomberg que “acidentes podem acontecer com todos”. No entanto, esse já é o “segundo acidente muito grave que afeta a empresa”. O conselho determina os investimentos que devem ser excluídos ou não da carteira do fundo soberano. Atualmente, o órgão administra US$ 1 trilhão de investimentos internacionais do governo norueguês.

De acordo com Norges Bank Investment Management, o fundo norueguês é o maior do mundo e possuía US$ 543 milhões em ações da Vale e US$ 51 milhões em títulos no fim de 2017.

Na Suécia, o chefe do conselho de ética do fundo AP Funds, John Howchin, disse ao jornal Dagens Nyhetero que provavelmente recomendaria uma exclusão da companhia. No entanto, o fundo detinha US$ 45 milhões em ações da empresa até fim de junho. 6;\lsdprio