O ministro Alexandre de Moraes durante o julgamento em que decidem pela legalidade ou não da prática de sacrifícios animais em cultos religiosos.

Tentativa de acordo; governo vai a Moraes articular adoção pelo TSE de propostas de militares para eleição; apuração paralela?

Foi iniciada, por parte do governo de Jair Bolsonaro (PL), uma tentativa de convencer o TSE a adotar as propostas das Forças Armadas em relação as urnas eletrônicaspara outubro deste ano. Os ministros do Palácio do Planalto já buscaram contado direto com o Supremo, principalmente com o ministro Alexandre Moraes, que presidirá a Justiça Eleitoral nessas eleições.

O intuito, segundo membros do governo, é evitar que reações dos eleitores bolsonaristas saiam do controle no dia 7 de Setembro ou em uma possível derrota do presidente Bolsonaro. Os emissários são os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Fabio Faria (Comunicações) e Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União).

Anteriormente a abordagem do governo era liderada por ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e pelo Ministério da Justiça e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

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Com a entrada de Moraes, os governistas acham possível resolver o problema até o fim do mês que vem. Embora os dois ministros estejam alinhados na defesa das urnas, Moraes tem perfil político e trânsito com militares. Segundo alguns deles, Moraes quer “evitar confusão” enquanto estiver na presidência do TSE. Já um dos ministros afirmou haver abertura da parte de Moraes.

Para os ministros do Palácio, caso as propostas das Forças Armadas fossem implementadas, os militares dariam confiança ao sistema eletrônico eleitoral e Bolsonaro poderia amenizar os discursos contra as urnas sem provas de fraude. Isso porque para próximos do presidente, apenas uma mensagem dele pelo WhatsApp seria suficiente para bolsonaristas promoverem algo como a invasão do Capitólio após derrota de Trump.

Depois de enviarem 88 questionamentos e 15 sugestões de mudança ao TSE, as Forças Armadas se concentraram em três pontos, em um deles, por exemplo, exigem testes públicos de segurança com o novo modelo de urna, a UE2020. No teste, a máquina é submetida a tentativas de invasão, para verificar a higidez.