STF sofre pressões para não julgar suspeição de Moro no dia 25; governo Bolsonaro teme sentença humilhante e liberdade de Lula

BR: Em razão de pressões cuja origem ainda é incerta, a Segunda Turma do STF pode adiar o julgamento no plenário da Corte do pedido de suspeição do então juiz Sergio Moro, feito pela defesa do ex-presidente Lula. A sessão para este fim está marcada para a próxima terça-feira, 25 de junho. O pedido estava parado desde dezembro na 2ª turma no STF – tinha sido apresentado pelos advogados de Lula antes do escândalo das mensagens trocadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores da força-tarefa, revelado pelo The Intercept Brasil.

O último a fazer carga pública contra o Supremo foi o general Villas Bôas, atual assessor especial no Gabinete de Segurança Institucional. Às vésperas de ser julgado u

“A pressão é grande no sentido de postergar a análise do caso. Mas a decisão só deve ser tomada no dia, e por todos os cinco ministros da 2ª turma”, escreveu a colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, sem explicar, no entanto, a origem da “pressão” sobre a corte.

Na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo publicou outra matéria apontando que a ala garantista da 2ª turma quer declarar a suspeição de Moro. Caso vença essa análise, todas as decisões tomadas pelo ex-juiz da Lava Jato no caso triplex poderão ser anuladas e Lula deixar a cadeia.

No grupo que irá julgar o pedido da defesa de Lula, Gilmar e Lewandowski são considerados garantistas, ou seja, defensores à letra fria da lei. Celso de Mello e Cármen Lúcia costumam apoiar as “inovações” da Lava Jato. Já Edson Fachin, geralmente, acompanha a maioria na votação. Esse último ministro da turma é o relator do habeas corpus.