Sonho de Rial de assumir comando mundial do Santander termina em lição popular: devagar com o andor

BR: O presidente do banco Santander no Brasil, Sergio Rial, já se fantasiou de homem-aranha para fazer rapel numa festa de funcionários e nadou com tubarões em um aquário patrocinado pelo banco. Ele saiu inteiro das duas empreitadas, mas a consolidação de sua fama de exibicionista, associada à estratégia de preencher espaços na mídia com anúncios de suas próximas aventuras, jogou contra o próprio Rial na mais recente dança de cadeiras executivas promovida pelo banco espanhol.

No mês passado, Rial viajou a Londres deixando atrás de si mensagens de que poderia ser anunciado, na reunião da cúpula do banco com acionistas e investidores, como nada menos que o novo presidente mundial do Santander. Colunas especializadas na cobertura de celebridades passaram o rumor criado no Brasil adiante, sem atentar para o fato de Rial mal ter completado quatro anos dentro da instituição espanhola – e, especialmente, de que não havia planos de tirar o CEO mundial José Antonio Álvarez Álvarez de sua poltrona.

Como se podia prever, o sonho se frustrou. Na volta da viagem, o presidente do Santander no Brasil trouxe na bagagem a nomeação para acumular suas funções com as de chefe de operações na América do Sul, respondendo por Argentina, Uruguai e Chile. Responsável por grande parte dos lucros da instituição na América Latina, o México permaneceu ligado aos copresidentes do Santander na América do Norte, Hector Grisi e Scott Powell.

Mesmo para alguém intrépido e ambicioso como Rial, há momentos em que é preciso ir devagar com o andor.