Senadora Eliziane Gama atalha Flávio O1, acusa machismo e dá lição de bons modos; filho de Bolsonaro perdeu nova chance de ficar calado

a primeira reunião da CPI da Covid, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) acusou o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) de ter se manifestado de forma machista ao criticar o que ele definiu como “desinteresse” das parlamentares na comissão. Ambos discutiram durante a sessão que marcou o início dos trabalhos da CPI nesta terça-feira, 27.

Flávio não integra a CPI, mas compareceu para defender o governo e criticar a escolha de Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria. Crítico da composição do grupo, o filho de Jair Bolsonaro disse que as mulheres não se indignaram com a formação masculina.

“Em primeiro lugar, acho que as mulheres já foram mais respeitadas e mais indignadas. Estão fora da CPI, não fazem questão de estar nela e se conformam em acompanhar o trabalho a distancia”, afirmou Flávio.

Em seguida, Eliziane saiu em defesa das parlamentares. Disse que a indignação não se manifesta apenas “chutando a porta” e que ela mesma, apesar de não ser integrante formal, estará presente em todas as reuniões.

Para a senadora, a insinuação do filho de Bolsonaro foi machista. “Além de participar das demais ações, vamos participar também dessa CPI. Quero dizer que eu, Eliziane Gama, e nenhuma dessas senadoras vai admitir ironia machista em relação às mulheres. Estamos aqui, vamos participar ativamente e teremos nosso protagonismo”, afirmou.https://www.youtube.com/embed/brzc6uMkNxw?autoplay=0&showinfo=1&wmode=opaque&modestbranding=1&enablejsapi=1&fs=1&rel=0&origin=https%3A%2F%2Fwww.msn.com&widgetid=1Reprodutor de vídeo de: YouTube (Política de PrivacidadeTermos)

Eliziane disse, ainda, que as mulheres vêm manifestando indignação inclusive quanto à ineficiência do governo federal no combate à pandemia.

“Chegar empurrando a porta, batendo o pé na porta, não é a única forma de se indignar. As mulheres têm, aliás, com muita eficiência, se indignado, inclusive agora, em relação a essa inação do governo federal em relação à pandemia”, destacou.