Senado deixa MP da carteira verde-amarela caducar em represália a ataque de Bolsonaro a Maia

Após o presidente Jair Bolsonaro voltar sua artilharia para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), auxiliares do Palácio do Planalto receberam a informação de que o Congresso não vai mais votar a medida provisória que cria o contrato Verde e Amarelo. A MP passou pela Câmara na terça-feira, mas ainda depende do aval do Senado para não perder a validade, o que acontece na segunda-feira da semana que vem.

Entre outros pontos, o texto prevê incentivo para o primeiro emprego e para pessoas com mais de 55 anos, com a redução de encargos trabalhistas. Segundo um interlocutor do presidente, a decisão de deixar a MP caducar foi vista como uma espécie de “vingança” da cúpula do Congresso após a troca de farpas públicas entre Maia e Bolsonaro em entrevistas à CNN na noite de quinta, 16. Uma reunião entre o presidente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-RJ), teria selado a estratégia.