Reunião com parlamentares da bancada do NOVO

Sem mencionar a palavra ‘emprego’, Guedes fala em liberar PIS e FGTS “muito em breve” para tentar ativar economia parada

BR: Diante do recuo de 0,2% no PIB do 1º trimestre, anunciado hoje pelo IBGE, o ministro da Economia, Paulo Guedes, convocou uma entrevista coletiva para falar bastante. O problema foi a falta de conteúdo. Nenhuma medida imediata foi anunciada, e Guedes não mencionou uma vez sequer a palavra ‘emprego’, deixando mais do que claro, por mais esta vez, que o governo não tem planos emergenciais para a situação que atinge mais de 13 milhões de pessoas no Brasil.

Guede apenas confirmou os planos do governo de liberar saques de recursos de contas do PIS/Pasep e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), tanto ativas quanto inativas, que já vinham sendo comentadas no mercado.

“Vamos liberar os saques do PIS/Pasep e FGTS muito em breve, assim que saírem as reformas. Nas próximas três semanas, vamos anunciar muitas coisas”, afirmou. 

O governo já vinha estudando liberar os saques de PIS/Pasep e FGTS para aquecer a economia. 

O ministro disse que as “torneiras” de recursos não podem ser abertas sem mudanças fundamentais para evitar “voo de galinha”. “Na hora que você faz as reformas e libera isso, é como se fosse uma chupeta de bateria, você dá a chupeta com a certeza que o carro vai andar”, comparou. 

Segundo Guedes, o desenho para a liberação do PIS/Pasep está pronto, mas o governo decidiu analisar também a autorização de saques do FGTS, o que atrasou o processo. “Cada equipe está examinando isso, não batemos o martelo ainda”, ressalvou. 

Apesar do foco ser a reforma da Previdência, o ministro disse que outras medidas estão em andamento, como negociações internacionais e a reforma tributária. “Estamos a semanas de anunciar o maior acordo comercial recente”, afirmou, em referência às negociações entre o Mercosul e a União Europeia. “A pauta será muito construtiva para frente e Brasil vai retomar o crescimento seguramente”, completou.