Reverso da moeda; Biden nomeia crítico de Bolsonaro para principal cargo de América Latina; Juan Gonzales cita ‘mudanças climáticas, democracia e direitos humanos’

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, nomeou Juan Gonzales para assumir o cargo de diretor-sênior do Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança Nacional nesta sexta-feira (08). Com isso, ele será o responsável pelas negociações e assuntos ligados à América Latina.

    Gonzalez já fez críticas públicas à maneira com o que o governo de Jair Bolsonaro lida com a questão ambiental, o que deve provocar um endurecimento das políticas norte-americanas com o Brasil.

    Em entrevista ao site “HuffPost”, em outubro do ano passado, Gonzalez citou o país ao falar sobre os problemas ambientais.

    “Qualquer pessoa, no Brasil ou em qualquer lugar, que acha que pode ter uma relação ambiciosa com os Estados Unidos enquanto ignora problemas importantes como as mudanças climáticas, democracia e os direitos humanos, claramente não ouviu Joe Biden durante sua campanha”, disse ao portal e republicou em sua conta pessoal no Twitter.

    Biden, durante o primeiro debate presidencial contra o atual presidente, Donald Trump, chegou a citar o Brasil e os incêndios na Amazônia como um dos graves problemas da atualidade, fato que gerou críticas de Bolsonaro sobre “interferência” de um governo estrangeiro no país.

    Além disso, enquanto foi vice-presidente no governo de Barack Obama, Biden foi o político da Casa Branca que mais veio à América Latina na história: foram 16 viagens a países latinos, além de outras cinco do presidente Obama.

    Segundo analistas políticos norte-americanos, o futuro presidente dos EUA tem uma visão sobre o subcontinente muito diferente de Trump: de que tem que ajudar as nações latinas porque os norte-americanos são muito responsáveis pela falta de desenvolvimento econômico na região.