Reverendo Amilton admite ter atuado como “facilitador” para vacinas; ação com “viés humanitário”; dose de Covaxin a US$ 11, reconheceu à CPI

Ouvido pela CPI da Covid nesta terça-feira, 3, o reverendo Amilton Gomes de Paula afirmou à comissão que nunca negociou vacinas e se apresentou apenas como um “facilitador” entre vendedores e compradores de imunizantes. 

E-mails obtidos pela CNN Brasil, entretanto, mostram o contrário. Em uma troca de mensagens no dia 25 de fevereiro, Amilton enviou informações sobre a vacina AstraZeneca e citou venda com “viés humanitário” para uma associação que representa 22 cidades do Acre, a Amac.

Em resposta, a Amac indicou que estaria interessada nas vacinas Janssen. A mensagem foi recebida por Renato Gabbi, da Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), da qual o reverendo Amilton é o presidente.

Gabbi, então, encaminhou esse pedido para Cristiano Carvalho, representante da Davati Medical Supply no Brasil, que já que prestou depoimento à CPI da Covid. Cristiano informou que não possuía mais doses da Janssen, e voltou a oferecer o imunizante da AstraZeneca. A negociação, no entanto, não seguiu, de acordo com a CNN Brasil

Em seu depoimento à comissão, Cristiano Carvalho citou o reverendo Amilton e disse que as tratativas da Davati com municípios eram feitos pela Senah.