Recuo e baixaria; Datena desiste de concorrer ao Senado e deixa Bolsonaro na mão: “Traíra”, reage presidente aos íntimos sobre apresentador puxa-saco

O presidente Jair Bolsonaro (PL) não ficou nada satisfeito com a desistência de seu maior aliado em São Paulo, principal praça eleitoral do país. José Luiz Datena (PSC) anunciou nesta quinta-feira (30), que desistiu de concorrer a uma vaga ao Senado nas eleições 2022, mas não sem antes ouvir cobras e lagartos do presidente.

O DCM conversou com duas fontes, um produtor muito próximo de Datena e um político do Centrão e ambos confirmaram a informação. Datena avisou Bolsonaro que não seria candidato ainda nesta quinta, pouco depois do almoço, numa conversa por telefone, mas que passou longe de ser tranquila.

“Que traíragem é essa, pô? Eu briguei por você aqui dentro, ta entendendo? Você vai me deixar na mão?”, teria dito o presidente, segundo as fontes ouvidas pela reportagem. O jornalista explicou que a família é contra ele entrar no mundo da política por temer represália, em virtude da polarização e ele acabou dando ouvidos aos pedidos dos filhos.https://86e23aa088f7753e66f342fa5df21d16.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Mesmo assim, após a ligação, o presidente seguiu furioso, conforme relatos de assessores. “Traíra a gente não pode confirmar. Ele me fod*u em São Paulo. Agora como fica eu e o Tarcísio?”, questionou para aliados, que não souberam o que responder.

Internamente, a avaliação é que a saída de Datena realmente prejudica Bolsonaro. Números recentes mostram que Luiz Inácio Lula da silva (PT) lidera entre eleitores de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, mas com vantagem menor que no restante do país. A expectativa do bolsonarismo era de que, com o jornalista de palanque, os números mudariam.

Na visão da campanha, a saída dele também prejudica a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo. Isso porque, como ele sofre ainda de desconhecimento, sem Datena não terá uma muleta para crescer rapidamente. O clima é de desânimo e de que o nome de Bolsonaro pode perder fôlego e nem chegar ao segundo turno.