Recuo de Bolsonaro em capitalização “e mais dispositivos na PEC” deixa Guedes sem ‘potência de R$ 1 trilhão’

BR: O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem insistido na necessidade de uma “potência fiscal de R$ 1 trilhão” para que sua proposta de reforma da Previdência atinja os resultados esperados de ajuste das contas públicas e assente as bases para a retomada do crescimento. Na prática, porém, o presidente Jair Bolsonaro está pensando – e agindo – em outra direção.

“Minha sugestão é evitar mais dispositivos na PEC. Teto e tempo de serviço são mais importantes, o resto é depois”, disse Bolsonaro ontem em café da manhã com jornalistas, sinalizando que pode aceitar cortes no regime de benefício de prestação continuada (BPC), na aposentadoria dos trabalhadores rurais e no regime de capitalização.

 “Se tiver reação grande, tira da proposta. Alguma coisa vai tirar, tenho consciência disso”, afirmou.

A adoção do regime tem sido criticada inclusive por partidos simpáticos ao presidente. Para eles, a iniciativa não é factível.

Em depoimento na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), na última quarta-feira (3), o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a capitalização e disse que ela segue “princípios saudáveis”.

No café da manhã, Bolsonaro disse ainda que não entende de economia e ressaltou que foram os economistas quem “afundaram o Brasil”.

“Minha sugestão é evitar mais dispositivos na PEC. Teto e tempo de serviço são mais importantes, o resto é depois”, disse.