Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, durante sessão do Supremo Tribunal em Brasília 01/02/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino

Rebelião na PGR faz procuradores ameaçarem abandonar cargos se não receberem mais dinheiro; Raquel Dodge retruca com ameaça velada

Sob o comando da Associação Nacional dos Procuradores da República, uma verdadeira rebelião está em curso na Procuradoria-Geral da República (PGR). Em diversos pontos do País, procuradores que integram grupos de trabalho e coordenações estaduais ameaçam abandonar seus cargos a partir desta segunda-feira 11, caso não recebam garantias de que terão direito a receber gratificações por “acúmulo de função”. Ele perderam o direito ao auxílio-moradia, de R$ 4,3 mil mensais, e, agora, querem uma compensação.

No alvo dos procuradores está a chefe da PGR, Raquel Dodge. Ela é acusada nos bastidores do movimento de não lutar pela classe. Alvo de críticas, Raquel admitiu o cerco ao endereçar, em pleno domingo 10, um ofício a seus liderados, fazendo um ‘chamamento ao diálogo’.

No texto, Raquel expressou temor de que as diferenças internas cheguem à mídia – como, de fato, já chegaram – e fez uma ameça velada: “A transparência pública e o direito constitucional à informação exigem que a administração disponibilize as informações que vierem a ser solicitadas, inclusive sobre eventuais impedimentos legais, bem como sobre as consequências para o modo de prestação de serviço do Ministério Público Federal”.

Ficou no ar a impressão de que a chefe da PGR sabe de irregularidades praticadas dentro da corporação, mas, ao menos até aqui, ficou calada a respeito.

Com a palavra, Raquel Dodge.