Rebelião em curso na Câmara: 10 líderes partidários querem ‘censurar’ Bolsonaro

BR: O clima na Câmara dos Deputados azeda rapidamente para o presidente Jair Bolsonaro. Nada menos do que 10 líderes partidários estão dispostos a impor uma derrota a ele – e a ideia que estão à mão é derrubar a autorização dada por Bolsonaro, anunciado em sua visita aos Estados Unidos, para que cidadãos dos EUA, Canadá, Austrália e Japão entrem no Brasil sem a necessidade de visto. Seria humilhante.

Os políticos estão descontentes com o tratamento que lhes está sendo dedicado pelo governo. Ontem mesmo, ao comentar a prisão do ex-presidente Michel Temer, Bolsonaro disse que a situação se deu porque seu antecessor praticava ‘a velha política’, à base do toma-lá-dá-cá. Ao mesmo tempo, seus filhos seguem distribuindo ataques aos parlamentares, como fez, também esta semana, o Zero Dois, Carlos Bolsonaro, que perguntou do que o deputado Rodrigo Maia tem medo – em referência ao pacote anticrime do ministro Sergio Moro.

Segundo o bem informado Portal 360, a insatisrfação dos líderes partidários é latente – e o movimento para derrubar a decisão de Bolsonaro pela retirada da necessidade de visto de entrada no Brasil para cidadãos daqueles países tem um argumento forte: o princípio da reciprocidade nas relações internacionais brasileiras. Como se sabe, nesse caso Bolsonaro deu sem receber nada em troca. “Alguém precisa estender o braço primeiro”, tentou justificar o presidente, sem convencer, como se vê, os parlamentares. O que poderá ser considerado um ‘voto de censura’ demonstra o quanto está ruim o clima do relacionamento entre Bolsonaro e a Câmara, o que já atrapalha a tramitação da reforma da Previdência. Na CCJ, o relator ainda não foi indicado. Havia a promessa de que isso ocorreria quando a proposta de reforma para os militares chegasse à Casa. Chegou, mas foi considerada tão desigual em relação à proposta para os civis que os deputados resolveram furar o compromisso e perder a peça.