Rachou – e não cola mais

Para o filósofo Olavo de Carvalho, o vice-presidente Hamilton Mourão é um “charlatão desprezível”. Já o general indemissível ri ironicamente da fama de filósofo e guru de uma ala do governo que o polemista carrega.

Por detrás do embate entre dois gigantes do governo de Jair Bolsonaro – Mourão ganha cada vez mais espaço e Carvalho se gaba de ter nomeado dois ministros (Ernesto Araújo, no Itamaraty, e o colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, da Educação) – o pano de fundo é o permanente projeto nacionalista das Forças Armadas, que o militar representa, e a linha que advoga alinhamento com os EUA dos presidente Donald Trump, abraçada por Carlos Bolsonaro, filho do presidente.

Com Bolsonaro no hospital e sem previsão de alta, não há quem possa intermediar uma paz entre eles, nem que seja armada.

Na visão do homem tido como guru do governo Bolsonaro, Mourão trama contra o presidente. Olavo diz que o general “provou que é valente o bastante para combater um homem que está com o ventre aberto numa cama de hospital”. O certo é que  Mourão não dá mostrar de recuar sua tropa. Novos capítulos dessa guerra interna no campo bolsonarista a qualquer momento.