Que história é essa de brasileiro ser ‘canibal’ e ‘ladrão’ no exterior, ministro Vélez?; Rosa Weber quer saber

Colombiano naturalizado brasileiro, o ministro Ricarco Vélez Rodríguez já deu sua contribuição para o folclore do governo Bolsonaro ao afirmar às gargalhadas, em entrevista às Páginas Amarelas, da revista Veja, duas semanas atrás, que o brasileiro, em viagens ao exterior, se transforma em um “canibal” e costuma “roubar” objetos de hotéis, roubar “o assento salva-vidas do avião, ele acha que sai de casa e pode carregar tudo”.

A conta pela grosseria à cidadania nacional começou a chegar para Vélez. A ministra Rosa Weber, do STF,  mandou notificar o ministro para que, caso ele queira, em até 10 dias, apresente explicações sobre a entrevista.  

A notificação foi feita no dia 11 deste mês, em uma interpelação judicial apresentada ao Supremo por um advogado, que acusa Vélez de calúnia e difamação pelas declarações. O ministro pode apresentar ou não explicações. Depois, o advogado pode decidir se apresenta ação por crime contra a honra.

“As acusações do senhor Vélez, além de demonstrarem que dito alienígena não é merecedor da naturalização brasileira que lhe foi concedida, muito menos o é de ser ministro de Estado da Educação”, atacou o advogado. Na hipótese de não explicar suas declarações, se poderá dizer, e com ampla justificativa, que Vélez é fujão. A apresentação da ação por crime contra a honra nacional será, sem dúvida, questão de tempo.