Próximo a julgar suspeição de Moro, Gilmar diz que prova ilegal “em geral é válida”

BR: O ministro Gilmar Mendes mostrou hoje o espírito com que irá julgar, no próximo dia 25, na Segunda Turma do STF, a suspeição do então juiz Sergio Moro na condenação do ex-presidente Lula no caso do tríplex do Guarujá.

Com a suspeita de que os conteúdos dos diálogos pelo Telegram entre Moro e o promotor Deltan Dallagnol foram vazados ilegalmente – apesar de a empresa ter informado que não encontrou vestígios de hackeamento em suas redes -, muitos juristas consideram que não poderiam ser analisados como prova válida numa acusação contra Moro.

Gilmar pensa diferente:

“Não necessariamente [anula]. Porque se amanhã [uma pessoa] tiver sido alvo de uma condenação por exemplo por assassinato, e aí se descobrir por uma prova ilegal que ela não é autor do crime, se diz que em geral essa prova é válida”, declarou o ministro.