Pressão de ministro em queda sobre Bolsonaro só aumenta: ‘Devo desculpas ao país por eleição dele’

BR: Considerado um quadro político bem preparado e diferenciado dentro da equipe do presidente Jair Bolsonaro, o ainda ministro Gustavo Bebbiano vai se revelando, a cada dia da crise que ainda não acabou, um adversário bastante duro para o chefe do governo. Ele vem se especializando em, por meio de amigos, municiar os principais colunistas do País sobre suas confidencias ameaçadoras ao passado político de Bolsonaro, em particular no período da campanha presidencial de 2019.

Como parceiro de primeira hora do então candidato Bolsonaro, o secretário-geral da Presidência em queda viabilizou a entrada dele no PSL, numa manobra que possibilitou o controle de todos os cargos importantes da agremiação. Um movimento, de acordo com o que corre abertamente em Brasília, só possível pela força de 12 milhões de ótimos argumentos.

Neste domingo 17, quem tem a última palavra de Bebbiano contra Bolsonaro é o jornalista Gerson Camarotti, da Globonews, que mantém um dos blogs mais bem informados do país. Em tuitada de minutos atrás, Camarotti conta que Bebbiano está arrependido de ter sido o elemento fundamental para a entrada de Bolsonaro no PSL e, em seguida, por sua eleição como presidente da República. Ao menos é assim que próprio vê seu papel na campanha.

“Devo desculpas ao País por ter viabilizado a eleição de Bolsonaro”, disse o ainda ministro a interlocutores, segundo o bem informado Camarotti.

A declaração vem em linha com muitos outros disparos feitos por Bebbiano na direção do presidente. Ele já disse que vai usar este domingo para refletir se, uma vez exonerado oficialmente na segunda-feira 17, como se prevê, contar publicamente os ‘podres’ da campanha de Bolsonaro a presidente.

Tensão máxima em Brasília.