Começam a ser trocados os nomes nas fachadas de ministérios, em Brasília.

Prejuízo geral para governo e sociedade com mais um corte no Orçamento: equipe econômica sem alternativas

A revisão nas projeções de crescimento do País deve resultar em novo corte no Orçamento deste ano, admitiu o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues Junior. A nova estimativa do governo para o PIB este ano deve ficar entre 1,5% e 2% o que resultará na redução da previsão de receitas para a União.

O novo corte ainda está sob análise da equipe econômica, mas deverá ser anunciado em 22 de maio. Com a medida o apagão pode ser até pior que o verificado em meados de 2017, quando houve impacto sobre emissão de passaportes e ameaça ao funcionamento de agências do INSS e às operações da Polícia Rodoviária Federal.

O governo bloqueou em março cerca de R$ 30 bilhões de um total de R$ 129 bilhões em despesas não obrigatórias. Com a medida, os ministérios calculavam que teriam dificuldades para tocar suas atividades a partir de agosto. Com o novo corte os problemas devem aparecer antes disso. O bloqueio de março já prejudicou universidades federais, bolsas de pesquisa, funcionamento de museus, pagamentos do Minha Casa Minha Vida e até a realização do Censo Demográfico 2020.

A equipe tenta identificar receitas extraordinárias que possam amenizar o quadro, mas, no curto prazo, há pouca margem de manobra. Hoje a projeção do governo para o crescimento do PIB está em 2,2%, mas o mercado já espera um crescimento bem mais tímido, de 1,49%, segundo o último Boletim Focus. É por isso que agora a área econômica deve rever a sua estimativa.