Apelidado no Palácio dos Bandeirantes de ‘Bruno Surfistinha’, prefeito de SP ou não sabia que em março chove muito ou é tremendo pé frio

BR: O prefeito paulistano Bruno Covas, que chegou ao cargo pelo sobrenome e na condição de vice do titular João Doria, eleito governador, estava em local na sabido, na noite de ontem, quando a cidade que ele tem por obrigação cuidar padecia debaixo d’água. No Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, em sua ausência ele ganhou o apelido de ‘Bruno Surfistinha’.

Dois dias antes do caos provocado pelas chuvas, o neto do falecido governado Mario Covas iniciara uma licença não remunerada de sete dias, sem explicar o motivo, mas na prática para se afastar das agruras do cargo. O plano, porém, não deu certo. Com o temporal que desabou sobre a capital paulista, de resto como acontece sempre nesta época do ano, quando “as águas de março” fecham o verão, Covas se tocou e teve de voltar às pressas.

Seu avô tinha aversão a férias quando ocupava cargos executivos. Agarrado à boa ética, Mario Covas topou disputar a reeleição para governador de São Paulo em 1998, mas antes se afastou do cargo e concorreu nas mesmas condições dos demais candidatos, batendo-os um a um.

Com o neto é diferente. Mal assumiu a Prefeitura e pediu uma folga. E na sua própria sucessão, já vai sendo passado para trás pelo padrinho João Doria, que declarou preferência por Joice Hasselmann, do PSL, para ter seu apoio na eleição de 2020.

Quanto às chuvas, ou ninguém avisou a Covinhas que nessa época do ano os céus de São Paulo vivem carregados ou simplesmente ele é um tremendo pé frio: escolheu a folga justo no pior momento, e ficará marcado por isso. Aliás, ele só reassume o cargo amanhã… ffffff