Prefeito bolsonarista pego com R$ 500 mil em Congonhas; suspeita de dinheiro ser para atos golpistas de 7 de setembro; pão com mortadela e cachê para policiais e evangélicos

Prefeito de Cerro Grande do Sul, Gilmar João Alba (PSL), disse que o dinheiro apreendido enquanto ele tentava embarcar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, era dele e seria usado em “oportunidade de negócios”. O político deu entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta sexta (3).

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Prefeito e o dinheiro no aeroporto

A apreensão aconteceu no dia 26 de agosto. De acordo com a Polícia Federal, o dinheiro estava armazenado em caixas de papelão dentro da bagagem de mão do passageiro.

“Eles [a PF] dizem o que querem. Eu boto o dinheiro onde quiser, na caixa de papelão, no sapato, é meu”, disse.

Na quarta (1), o senador Humberto Costa (PT-PE) disse à CPI da Covid ter indícios de que o valor seria utilizado para financiar atos antidemocráticos. O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), então afirmou que a denúncia seria levada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito da milícia digital.