Preceito religioso faz Israel ter 40% de infectados em cidade habitada por judeus ultraortodoxos

O governo de Israel determinou o bloqueio de Bnei Brak — ninguém sai ou entra — porque se trata da cidade de mais alta taxa de contaminação do coronavírus, cerca de 40% da população de 200 mil pessoas.

Tida como a ‘A Capital do Coronavírus’ de Israel, Bnei Brak (ou Bene Beraq) fica próxima de Tel Aviv e é uma cidade de judeus ultraortodoxos.

Os seguidores dessa vertente do judaísmo vivem em uma bolha. Recebem poucas informações do “mundo exterior” porque, por motivos religiosos, estão “desligados” da internet, jornais, TV e rádio. As famílias têm numerosos filhos e vivem em bairros lotados.  É a décima cidade mais densamente povoada do mundo, o que é um fator de expansão do vírus. Os rabinos têm resistido às recomendações do governo de manter o distanciamento social.