Por Moro, Bolsonaro parte para a homofobia; chama Jean Wyllys de “menina” e diz que ele vendeu mandato para deputado que é marido de Gleen Greenwald

O deputado federal David Miranda (PSOL), que assumiu o mandato de Jean Wyllys, criticou as falas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o acusou de espalhar fake news.

No Twiiter, o parlamentar publicou um vídeo após o presidente afirmar, em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, que as acusações contra ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, fariam parte de uma invenção de Miranda e do marido, o jornalista Glenn Greenwald.

Na declaração de Bolsonaro, ele ainda disse que David Miranda teria comprado o mandato de Wyllys e, em troca, pagaria a ele uma “mesada”. O ex-deputado deixou o país no fim de janeiro depois de receber ameaças de morte. Diante da divulgação das conversas, Miranda também foi ameaçado.

Na mesma entrevista, o presidente chamou o ex-deputado de “a outra menina lá”.

“Não vi nada de anormal até agora”, comentou sobre os vazamentos das conversas envolvendo Moro e integrantes da Lava Jato. Ainda informou que o manterá no cargo por ser um “patrimônio nacional”.

“Esse pessoal daquele casal né, aquele casal lá, um deles esteve detido na Inglaterra há pouco tempo por espionagem, o outro aqui tem suspeita de vender o mandato, e a outra menina, namorada de outro, que tá lá fora do Brasil. É uma trama”, completou.

David Miranda criticou as declarações: “Bolsonaro insiste na fake news estapafúrdia de que Jean me vendeu o mandato, e em seguida se refere a Jean como a ‘menina’ que deixou o país. É vergonhoso o nível do Presidente da República. Além de tudo, Bolsonaro comete o crime de homofobia, recentemente reconhecido pelo STF (Supremo Tribunal Federal)”.