Pix em xeque; Procon pede ao BC suspensão imediata da tecnologia de pagamento instantâneo; R$ 100 milhões em desvios em uma semana

O Pix não é essa maravilha toda apregoada pelo Banco Central. As brechas de segurança são muitas, deixando o usuário à mercê de quadrilhas especializadas em desvios de contas correntes. Tanto é assim que o Procon, por meio do presidente Fernando Capez, irá pedir nesta quarta-feira 15, durante reunião com técnicos do Banco Central, a suspensão imediata da tecnologia de pagamento instantâneo.

“É a medida mais correta até que haja garantia de segurança ao usuário do Pix, que hoje está completamente exposto à atuação de quadrilhas digitais”, sustenta Capez.

Apenas na semana passada, informa o Procon, foram registrados R$ 100 milhões em desvios de transações por meio do Pix através de contas laranja. “A limitação do funcionamento do Pix em R$1 mil durante a noite vai apenas fazer o sequestrador ficar com a vítima até amanhecer”, diz Capez, que propõe limitar a movimentação a R$ 500,00 por mês até que o sistema seja aperfeiçoado em termos de segurança.