Pitaqueiro Mourão apoia Copa América no Brasil; “É menos risco. É dividir bem as sedes e acabou”, diz vice afastado de Bolsonaro

O vice-presidente Hamilton Mourão não considera um problema o Brasil ser sede da Copa América. O anúncio foi feito pela Conmebol, nesta segunda-feira, após a Argentina desistir da organização no domino à noite por causa dos elevadores números de covid-19 no país.

“Vamos dizer o seguinte, que é menos…. Não é que seja mais seguro, é menos, é menos risco. Não é mais. É menos. O risco continua”, disse Mourão em entrevista coletiva. Ele considera seguro receber a competição. “Acho. Não tem público, né? Não tendo público não é problema. É só dividir bem essas sedes e acabou.”

O você de Jair Bolsonaro também afirmou não acreditar em manifestações contra a realização da Copa América, como ocorreram em 2013 antes da Copa das Confederações. “O povo está tranquilo”.

O Brasil se torna sede da Copa América 2021 depois de Colômbia (problemas internos) e Argentina (pandemia) terem desistido de sediar o evento. O Brasil foi escolhido com o argumento de possuir estádios em boas condições de uso, apesar de estarem alguns ociosos após a Copa do Mundo de 2014. A CBF se ofereceu. Chile e Venezuela estavam no páreo. Uma reunião foi realizada virtualmente nesta segunda-feira com a participação dos dez representantes das confederações sul-americanas. O campeão vai receber R$ 52 milhões.

A seleção brasileira está no Grupo B, ao lado de Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Como o Brasil virou país-sede, pode mudar seu grupo para A. A estreia da equipe de Tite estava marcada para o dia 14 (segunda-feira), contra a Venezuela. “O torneio de seleções mais antigo do mundo fará vibrar todo o continente”, escreveu a Conmebol no anúncio oficial do Brasil como nova sede. Existe o interesse por parte da Conmebol que a final seja no Maracanã, com a presença de público. Isso ainda não foi aprovado. No Brasil, as partidas de futebol estão sendo jogadas com portões fechados.