Petrobras faz o que Bolsonaro não queria: diesel terá reajuste de até 5,1% amanhã; recado ao mercado soa como desafio aos caminhoneiros

BR: Uma semana depois da interferência explícita do presidente Jair Bolsonaro sobre o percentual de reajuste do óleo diesel, com custo de R$ 32 bilhões em perdas em suas ações, a Petrobras fez exatamente o que ele não queria que a estatal fizesse. No final da tarde desta quarta-feira 17, o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, anunciou um reajuste de R$ 0,10 no preço do diesel, equivalente a um ajuste para cima variável entre 4,8%, no mínimo, e 5,1%, no máximo, entre os 35 pontos de venda. Na semana passada, o ajuste brecado pela intervenção de Bolsonaro também era de cerca de 5%.

Num recado ao mercado, mas que também soou como um desafio aos caminhoneiros aos quais o governo pretendeu agradar com um pacote de obras de R$ 2 bilhões para estradas e uma linha de empréstimos aberta no BNDES, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, bateu na tecla do mercado internacional:

“Continuamos com a paridade internacional. A política é essa e vai continuar a ser”, cravou.

Em entrevista coletiva na sede da companhias, Castello Branco garantiu que a Petrobras não teve perdas com o adiamento do reajuste, acentuando que, no período, o valor do frete marítimo declinou.

Ele não contabilizou, ao afirmar que não houve perdas, a queda de mais de 8% nos papeis da empresa. Apesar das altas dos dois posteriores, ainda existe prejuízo aos acionistas. f