‘Pede para sair, Bebbiano’, insinuam bolsonaristas; presidente manda secretário cancelar agenda

A crise aberta com a revelação, pelo jornal Folha de S. Paulo, de que uma candidata a deputada pelo PSL de Pernambuco recebeu R$ 400 mil do Fundo Partidário, mas teve apenas 247 votos – indicando que os recursos tiveram outra destinação – pode custar o cargo do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebbiano. Ontem, em duro telefonema, o presidente Jair Bolsonaro cobrou dele, aos gritos, segundo relatos de diferentes setores da mídia, uma solução rápida para o caso. Concretamente, o presidente determinou que Bebbiano cancalasse sua agenda até segunda ordem.

O caso constrange o governo. Os generais Hamilton Mourão, vice-presidente, e Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, tem sido questionados a respeito em eventos públicos, devolvendo para o PSL a responsabilidade de esclarecer o caso.

Bebbiano, durante a campanha, presidiu o PSL. Ele alega não ter relações com o caso, mas está evoluindo a solução de ele deixar o cargo no Palácio do Planalto para se defender sem prejudicar a imagem do governo.

Uma solução é esperada para as próximas horas ou, a demorar muito, após a volta do presidente Bolsonaro a seus despachos. Uma alta hospitalar esperada para hoje ainda foi anunciada.