O governo lançou um pacote de medidas para impulsionar a contratação de jovens de 18 a 29 anos no mercado de trabalho. O conjunto de ações foi apelidado de “Programa Verde Amarelo” e promete reduzir o custo de contratação dessa faixa etária em 30%. Inicialmente, estava previsto também que o plano impulsionasse a contratação de pessoas com 55 anos ou mais, mas esse grupo acabou excluído da versão final do texto |Sérgio Lima/Poder360 11.nov.2019

Para prestigiar Guedes, Bolsonaro jura respeito ao teto de gastos; cena no jardim do Alvorada entre ministro, Maia e Alcolumbre; “Queremos a responsabilidade fiscal”, diz ministro

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que respeita o teto de gastos.

— Nós respeitamos o teto dos gastos. Queremos a responsabilidade fiscal. E o Brasil tem como realmente ser um daqueles países que melhor reagirá à questão da crise — disse Bolsonaro.

A fala de Bolsonaro foi feita em um pronunciamento, no Palácio da Alvorada, convocado no meio da tarde, ao lado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre ( DEM-AP).

— Fizemos uma reunião onde as principais lideranças do Executivo e do Legislativo se fizeram presentes. Lamentamos a falta apenas do chefe do Supremo, por questões que justificam — iniciou Bolsonaro.

O teto de gastos virou o centro de uma disputa dentro do governo nas últimas semanas. Uma ala do governo defende um aumento de gastos com obras públicas e outros investimentos como forma de reaquecer a economia e pavimentar o caminho para a campanha de reeleição de Bolsonaro em 2022.

Os pedidos por mais gastos em obras, furando o teto de gastos, são encabeçados pelos ministros do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e por ministros militares.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem resistido às pressões. Na terça-feira, subiu o tom e afirmou, sem citar nomes, que quem aconselha o presidente a “furar” a regra do teto de gastos estão levando Bolsonaro para uma zona de impeachment.

Na terça-feira, o ministério sofreu uma “debandada”, como avaliou o próprio ministro Guedes. As duas baixas recentes foram de Salim Mattar (Desestatização), que cuidava do plano de privatizações do governo, e Paulo Uebel (Desburocratização), responsável pela reforma administrativa, que busca reestruturar o serviço público.