O presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitam a sinagoga Kehilat Yaacov, em Copacabana, no Rio de Janeiro

Ou cai ou fica mais forte: aliado preferencial de Bolsonaro, Netanyahu arrisca e antecipa eleições em Israel

BR: De duas uma: ou o aliado preferencial do presidente Jair Bolsonaro no Oriente Médio, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu fica mais forte, ou cai. Ele acaba de anunciar a convocação de eleições legislativas antecipadas, deixando entrever que estas serão realizadas em setembro.

“Não quero que haja um ano e meio de instabilidade política acompanhada de chantagens e populismo. Vale mais uma campanha eleitoral curta de quatro meses para garantir a estabilidade política”, declarou Netanyahu na convenção de seu partido, o Likud (direita), em Tel Aviv.

Netanyahu não deu uma data, mas o ministro das Finanças, Youval Steinitz, declarou à AFP que ocorrerão “provavelmente em setembro”, enquanto a imprensa israelense assegura que serão no dia 4 desse mês. A legislatura é concluída oficialmente em outubro de 2013.

Na segunda-feira, o Parlamento discutirá a proposta de lei de dissolução da Câmara, o que deverá ser adotado no dia seguinte ou dois dias depois.

“É necessário um Likud grande e forte. Vamos formar um governo tão amplo como for possível para garantir o futuro de Israel”, prometeu o primeiro-ministro de direita, que é o grande favorito para dirigir o próximo governo.

Diante de 3,5 mil entusiastas militantes do Likud, “Bibi” Netanyahu apresentou um balanço positivo de seus três anos no poder, particularmente a boa saúde econômica de Israel, reformas na educação “gratuita a partir dos 3 anos” e “a construção de 80 mil moradias”.

“Trouxemos Gilad Shalit vivo para casa”, lembrou também Netanyahu, em referência ao soldado israelense que permaneceu cinco anos nas mãos do movimento islamita palestino Hamas em Gaza e que foi libertado em troca de 1 mil prisioneros palestinos. O primeiro-ministro também assegurou que o “Irã continuou por três anos seu programa nuclear sem que ninguém se opusesse, enquanto o mundo se mobiliza agora contra este programa, em parte, graças a nós”.

O discurso de Netanyahu acabou formalmente com meses de especulação sobre se ele procuraria adiantar as eleições em uma tentativa de reforçar sua posição e popularidade. Pesquisas apontam que ele tem mais apoio do que seus três rivais juntos, com 48% dos israelenses apoiando sua reeleição, de acordo com uma pesquisa.

Seu partido, o Likud, também prevê vencer a maior parte dos 120 assentos do Knesset, aumentando sua posição atual e dando ao partido uma ampla gama de potenciais parceiros de coalizão