O que queriam Flavio Rocha e seus ativistas com os dados da Previdência?

O Ministério da Economia recuou de um acordo de cooperação técnica com o Brasil 200, grupo que tem empresários como Flávio Rocha, da Riachuelo, e Luciano Hang, da Havan, como integrantes.

O termo seria selado com a Secretaria de Previdência, subordinada à pasta de Paulo Guedes.

O documento definia como “obrigações” da secretaria “franquear ao Instituto Brasil 200 acesso a dados e informações públicas”; analisar relatórios mensais do instituto; e “garantir o apoio técnico à execução das atividades previstas no plano de trabalho”.

O recuo ocorreu após parecer negativo da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Segundo a PGFN, em documento assinado em 30 de abril, o instituto não se enquadra nos requisitos necessários para fechar o termo com a secretaria.

A PGFN afirmou não haver comprovação de que o Brasil 200 seja regularizado ou mesmo classificado como “sociedade civil”. Apontou ainda que o acordo não poderia ser fechado por simples escolha do ministério, ou seja, sem chamada pública.

O parecer também alegou não haver clareza sobre quais dados seriam fornecidos ao instituto – e esse é o ponto. O que o Brasil 200 com esses dados aparentemente irrelevantes?