O problema é que quando um dos filhos de Bolsonaro fecha a boca… outro abre

BR: As explosões provocadas pela crise política aberta no longo episódio da exoneração do ministro Gustavo Bebbiano já afetam um consenso nacional: a reforma da Previdência. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avisou que, se o presidente Jair Bolsonaro defenestrasse seu ex-faz-tudo de campanha eleitoral, provado estaria que ele, o presidente, não cumpre com seus compromissos políticos.

No outro polo de poder, os militares, o general Hamilton – uma sorte tê-lo na posição indemissível em que está – Mourão igualmente ponderou que a crise não precisava ir longe, devendo encerrar-se com panos quentes.

Bolsonaro fez diferente. Tá ok! Mas seus filhos precisam mesmo piorar o que já está muito ruim?

Os artefatos contra os maiores interesses nacionais como, repita-se, a reforma da Previdência, começaram a espoucar a partir de uma tuitada do filho 02 do presidente, Carlos Bolsonaro. Quando seus efeitos ainda eram sentidos, dado que o chefe do Executivo fez que ia, que não ia mais, mas acabou indo para uma raivosa demonstração de força sobre Bebbiano, voltou-se a, com o fato anunciado como consumado, buscar alguma serenidade (palavra em baixa) institucional. O ministro Onyx Lorenzoni ficou encerragado de encontrar, até a segunda-feira 18, uma saída honrosa para o ex-presidente nacional do PSL que muito, praticamente quase tudo, sabe a respeito do que se passou na vitória bolsonarista sobre ‘tudo o que está aí’ e, em particular, o PT.

Justo no momento em que ao menos uma paz armada se intentava, vem o filho 03 do presidente, Eduardo Bolsonaro, e posta que só um “jumento” não vê que seu irmão 02 não atrapalha o pai.

Quem é o jumento? Rodrigo Maia, que percebeu que Carlos atrapalha? O general Mourão, que entende sim que Carlos atrapalha? Todos os que queremos a tranquilidade do Brasil, que neste momento mais parece o Egito das sete pragas, tal a sequência de tragédias e infortúnios que nos assola?

O governo Bolsonaro já corre seu próprio risco se a lógica de quando um filho do presidente sossegar, outro vier a falar, como diria o guru deles Olavo de Carvalho, falar merda.