No WhatsApp, delegado da PF diz que Bolsonaro ‘perdeu chance de ficar calado’

Delegados da Polícia Federal que participam ou estão próximos às investigações do atentado à faca sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro no ano passado não gostaram da cobrança pública que ele fez, via Twitter, pela descoberta de nomes que teriam atuado em apoio a Adélio Bispo, autor do ataque e preso em Mato Grosso.

A informação é do jornalista Leonardo Cavalcanti, do Correio Braziliense.

O problema é que um primeiro inquérito feito pela PF já foi encerrado, sem que se chegasse a provas concretas de ligações partidárias ou ligações de outras pessoas com Adélio.

No vídeo que postou em sua conta no Twitter, Bolsonaro classificou o ato de “terrorista” e lembrou que o autor foi “militante do PSOL”.

Em um grupo de WhatsApp formado por delegados da PF, um deles chegou a afirmar que Bolsonaro perdera ‘uma chance de ficar calado’ quando fez a cobrança à corporação.

Uma segunda investigação está em curso, o que levou os delegados a serem ainda mais surpreendido pela conclamação pública feita pelo presidente. O colunista diz que as cenas dos próximos capítulos da novela em torno da apuração do atentado vão dizer como evoluem os constrangimentos despertados dentro da corporação. fffffffffffff