Nem tudo são flores: disputa por cargos deve atrasar nova fase da Previdência

A comissão especial que analisará o conteúdo do texto da reforma da Previdência deve ser instalada amanhã, 25, mas o feriado de 1.º de Maio vai dificultar a obtenção de quórum para iniciar os trabalhos. A comissão terá até 40 sessões para chegar a uma conclusão sobre a proposta. A primeira reunião deverá ocorrer apenas em 7 de maio, mas a disputa pela relatoria da comissão deverá adiar ainda mais o processo.

A equipe econômica do governo prefere para o cargo os deputados Eduardo Cury (PSDB-SP) ou Vinicius Poit (Novo-SP). Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aposta em Pedro Paulo (DEM-RJ). Outro nome que corre nos bastidores é o do líder da maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). A escolha do nome para ocupar o posto de maior responsabilidade na tramitação da proposta é mantida em sigilo.

A presidência da comissão é outro cargo que vai merecer disputa entre os partidos. Os deputados Marcelo Ramos (PR-AM) e Reinhold Stephanes (PSD-PR) estariam no páreo. A disputa poderá atrasar ainda mais o início dos trabalhos, previsto para começar  76 dias após a apresentação da proposta e afastando, cada vez mais, a possibilidade de aprovação ainda no primeiro semestre como pretendia o governo.

A oposição se articulou e recolheu assinaturas de um quinto da Câmara dos Deputados em apoio a um requerimento para suspender o andamento por até 20 dias, alegando que o governo não apresentou os devidos cálculos e estimativas de impacto da proposta sobre os gastos. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que sua equipe começará a prestar essas informações a partir de hoje. A decisão de acolher ou não o pedido da oposição caberá a Maia. t.a