Pré-candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, durante evento em São Paulo 18/06/2018 REUTERS/Paulo Whitaker

“Não sou ditador, racista e homofóbico”, justifica Bolsonaro para troca de 15 embaixadores lá fora

O presidente Jair Bolsonaro anunciou a troca de 15 embaixadores e deu como motivo a insatisfação com sua imagem no exterior. Ele se prepara para trocar o comando de 15 importantes embaixadas brasileiras, entre as quais as de Estados Unidos, Portugal, Itália e França. A notícia foi dada por Bolsonaro durante café da manhã com jornalistas na manhã de ontem. Entre as razões para as trocas, pelo menos uma foi citada pelo próprio presidente em café da manhã com jornalistas, ontem: a insatisfação com a imagem dele que está sendo propagada no exterior. “Não sou ditador, racista e homofóbico”, justificou ele. Para o presidente, sua imagem como presidente do Brasil não estava sendo veiculada de maneira correta. Ele deu a entender que caberia aos embaixadores reverter tal imagem. O presidente acrescentou que a escolha do novo embaixador em Washington só deverá ser anunciada após sua visita àquele país, que começa no próximo domingo. Atualmente o cargo é ocupado pelo diplomata Sergio Amaral. Até agora, os nomes mais cotados para o cargo na capital americana são o diplomata Nestor Forster Junior, muito ligado ao chanceler Ernesto Araújo, e o consultor Murillo de Aragão. No primeiro caso seria uma escolha mais ideológica, já que Forster apresentou Araújo a Olavo de Carvalho, o guru do bolsonarismo. Já o segundo seria um sinal de que o governo pretende privilegiar o aspecto econômico da relação bilateral. fff