‘Não devolvo’: pegou mal nas redes, mas Major Olímpio avisa que não devolverá medalha por título paulista do Corinthians

BR: A mistura de política com futebol despertou, mais uma vez, muita polêmica. As redes sociais estiveram movimentadas durante todo o dia com críticas ao fato de o senador Major Olímpio, líder do PSL no Senado, ter recebido ontem, no gramado da Arena Corinthians, em São Paulo, uma medalha da Federação Paulista de Futebol pela conquista do campeonato estadual pelo time anfitrião. Choveram protestos nas redes, exigindo a devolução da homenagem, até porque nunca se soube que o político fazia parte da torcida do clube ou tenha prestado algum serviço relevante para a agremiação.

A ideia de dar a medalha ao político do PSL, que apareceu vestido com uma camisa da Seleção Brasileira com o número 17 às costas – em um sinal de que, ao menos, não é nenhum corintiano fanático, uma vez que praticamente toda a audiência do estádio estava vestida de branco e preto, as cores do clube – foi do presidente do Corinthians, ex-deputado Andrés Sanchez. O líder corintiano também levou ao gramado o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris. Sanchez foi eleito, em 2014, deputado federal pelo PT, apoiado diretamente pelo ex-presidente Lula. Quando Lula caiu em desgraça, porém, amargando duas condenações e a prisão, o ‘cartola’ corintiano passou a chamá-lo de ex-amigo.

Quanto ao Major Olímpio, que depois de receber a medalha tirou fotos, orgulhoso, exibindo-a, uma coisa já é certa: “Não devolvo”, disse ele via assessoria, alegando que, tendo sido um presente de Sanchez, será guardada com carinho.

A última interferência de políticos no futebol aconteceu com o presidente Jair Bolsonaro como personagem central. Já eleito, mas antes da posse, ele foi ao Allianz Park, o estádio do Palmeiras, para assistir à partida que deu o campeonato brasileiro de 2018 ao time. Bolsonaro desceu ao gramado e festejou com os jogadores, mas igualmente foi atacado nas redes sociais. Os palmeirenses, assim como os corintianos agora, também não gostaram do sabor da mistura de futebol com política.