Na nova Comissão de Desaparecidos, sai a presidente e deputado do PT para a entrada de militares e políticos do PSL; “Agora é Jair Bolsonaro, de direita!”, diz o próprio


Na mesma semana em que ironizou sobre a morte de Fernando Santa Cruz, perseguido político durante a ditadura e pai do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jair Bolsonaro decidiu trocar quatro dos sete membros da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos. O ato que muda o quadro da comissão é assinado por Bolsonaro e pela ministra da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 1º.L

A (ex)presidente da comissão, Eugênia Augusta Fávero, que esta semana criticou Bolsonaro pelas declarações, está entre as excluídas. Ela foi substituída por Marco Vinicius Pereira de Carvalho, advogado, filiado ao PSL e assessor de Damares. Carvalho foi procurador municipal de Taió, interior de Santa Catarina, e, segundo a imprensa local, foi investigado em 2018 por vazamento de edital de concurso do Município.

“O motivo é que mudou o presidente, agora é o Jair Bolsonaro, de direita. Ponto final. Quando eles botavam terrorista lá, ninguém falava nada. Agora mudou o presidente. Igual mudou a questão ambiental também”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada nesta manhã.

Outras mudanças

Ex-integrante da Comissão da Verdade e defensora de perseguidos políticos, Rosa Maria Cardoso da Cunha dará lugar a Weslei Antônio Maretti , coronel reformado do Exército. Já João Batista da Silva Fagundes, coronel da reserva e ex-deputado, deixará o posto para Vital Lima Santos, oficial do Exército. O deputado federal Paulo Roberto Severo Pimenta (PT-RS) foi trocado pelo parlamentar Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro, do PSL.